Atlas da Mentira · checagem verificável
Dados oficiais sustentam diferença média de cerca de 21% entre rendimentos de mulheres e homens
Sim, como média agregada, o percentual está de acordo com os dados disponíveis.
Na PNAD Contínua de 2024, o rendimento habitual médio das mulheres ocupadas foi de R$ 2.778, ante R$ 3.533 dos homens, uma diferença de aproximadamente 21,4%. O 5º Relatório de Transparência Salarial, divulgado em abril de 2026 para empresas privadas com 100 ou mais empregados, encontrou diferença de 21,3% na remuneração média.
Qualificações importantes
A diferença de 21% é uma comparação agregada de médias. Ela não significa que toda mulher receba 21% menos do que um homem no mesmo cargo, com mesma jornada, experiência e demais características.
- Rendimento habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas, por sexo e grandes grupos ocupacionais — Brasil, 2024 Gráfico 16 — total: Mulheres: R$ 2.778; homens: R$ 3.533; rendimento feminino = 78,6% do masculino.
- 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial Diferença de remuneração: Mulheres recebiam, em média, 21,3% menos que homens no setor privado entre empresas com 100 ou mais empregados.
O relatório de transparência salarial do governo cobre apenas empresas privadas com 100 ou mais empregados. Por isso, ele não deve ser apresentado sozinho como retrato de todo o mercado de trabalho; a PNAD do IBGE fornece o controle mais amplo.
- 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial Escopo: Dados agregados do setor privado para estabelecimentos com 100 ou mais vínculos ativos, com remuneração e salário desagregados por sexo e outros recortes.
A diferença varia bastante por ocupação. O dado médio combina a distribuição entre setores e cargos, jornadas e outras características; a existência da diferença agregada não determina, por si só, a causa da disparidade em cada vínculo individual.
- Rendimento habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas, por sexo e grandes grupos ocupacionais — Brasil, 2024 Gráfico 16 — grupos ocupacionais: Diferenças variam por grande grupo ocupacional; em alguns grupos são maiores ou menores do que a média total.
As mulheres recebem 21% menos que os homens no Brasil.
- Forma
- Paráfrase
- Atribuição
- Augusto Cury · Atribuição verificada
- Função na época
- candidato à Presidência da República
- Vínculo na época
- Avante
- Data da declaração
- 29/08/2026
- Contexto
- Entrevista ao Jornal Nacional.
Como a proposição foi normalizada: A fala não delimita setor, porte de empresa ou ocupação; a investigação deve preservar essa abrangência e identificar a população da fonte que possa ter motivado o número.
Mulheres recebem 21% a menos que os homens.
- No JN, Augusto Cury erra sobre dívida pública e promete ‘mudança’ que já existe no Bolsa família Diferença salarial de gênero: Declaração reproduzida na entrevista ao Jornal Nacional: “Mulheres recebem 21% a menos que os homens.”
Contexto original
O que Augusto Cury disse
Mulheres recebem 21% a menos que os homens.
- No JN, Augusto Cury erra sobre dívida pública e promete ‘mudança’ que já existe no Bolsa família Diferença salarial de gênero: Declaração reproduzida na entrevista ao Jornal Nacional: “Mulheres recebem 21% a menos que os homens.”
Explicação
No mercado de trabalho como um todo, a diferença é de cerca de 21%
Dados da PNAD Contínua de 2024 mostram rendimento habitual médio de todos os trabalhos de R$ 2.778 para mulheres ocupadas e R$ 3.533 para homens. O rendimento feminino correspondeu a 78,6% do masculino, o que equivale a uma diferença de aproximadamente 21,4%.
- Rendimento habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas, por sexo e grandes grupos ocupacionais — Brasil, 2024 Gráfico 16 — total: Mulheres: R$ 2.778; homens: R$ 3.533; rendimento feminino = 78,6% do masculino.
Explicação
Relatório de 2026 chega a resultado quase idêntico em grandes empresas
O 5º Relatório Nacional de Transparência Salarial, divulgado em abril de 2026, calculou remuneração média 21,3% menor para mulheres do que para homens nas empresas privadas com 100 ou mais empregados. O resultado é praticamente o mesmo percentual citado no Jornal Nacional.
- 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial Diferença de remuneração: Mulheres recebiam, em média, 21,3% menos que homens no setor privado entre empresas com 100 ou mais empregados.
Contexto e limites
O que a média não diz
Esses indicadores comparam médias de grupos. Eles não são uma estimativa direta de quanto uma mulher recebe a menos que um homem exercendo exatamente a mesma função em condições equivalentes. O IBGE mostra diferenças distintas entre grupos ocupacionais, e o relatório do MTE também permite desagregações por ocupação, raça e atividade econômica.
- Rendimento habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas, por sexo e grandes grupos ocupacionais — Brasil, 2024 Gráfico 16 — grupos ocupacionais: Diferenças variam por grande grupo ocupacional; em alguns grupos são maiores ou menores do que a média total.
- 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial Escopo: Dados agregados do setor privado para estabelecimentos com 100 ou mais vínculos ativos, com remuneração e salário desagregados por sexo e outros recortes.
Método
Como a comparação foi feita
Como a frase não delimitou setor ou porte de empresa, a comparação principal usa a medida mais ampla disponível do IBGE para pessoas ocupadas. O relatório do Ministério do Trabalho é usado como verificação adicional contemporânea, com sua limitação de cobertura explicitada.
- Rendimento habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas, por sexo e grandes grupos ocupacionais — Brasil, 2024 Gráfico 16 — total: Mulheres: R$ 2.778; homens: R$ 3.533; rendimento feminino = 78,6% do masculino.
- 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial Escopo: Dados agregados do setor privado para estabelecimentos com 100 ou mais vínculos ativos, com remuneração e salário desagregados por sexo e outros recortes.
Fontes
-
No JN, Augusto Cury erra sobre dívida pública e promete ‘mudança’ que já existe no Bolsa família Documento
Alegação original
Contribuição: Preserva a formulação analisada, a autoria e o contexto temporal.
- Diferença salarial de gênero: Declaração reproduzida na entrevista ao Jornal Nacional: “Mulheres recebem 21% a menos que os homens.”
Limites: A conclusão editorial da Lupa não é usada como autoridade para o resultado desta checagem.
Disponível
-
Rendimento habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas, por sexo e grandes grupos ocupacionais — Brasil, 2024 Documento
Evidência
Contribuição: Fornece uma medida ampla do mercado de trabalho e permite calcular diferença média de aproximadamente 21,4%.
- Gráfico 16 — total: Mulheres: R$ 2.778; homens: R$ 3.533; rendimento feminino = 78,6% do masculino.
- Gráfico 16 — grupos ocupacionais: Diferenças variam por grande grupo ocupacional; em alguns grupos são maiores ou menores do que a média total.
Limites: É uma comparação agregada de rendimentos médios, não um controle de salário para pessoas em cargos idênticos.
Disponível
-
5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial Documento
Evidência, Contexto
Contribuição: Confirma quase exatamente o percentual citado em uma base administrativa contemporânea, embora com escopo restrito a empresas maiores.
- Diferença de remuneração: Mulheres recebiam, em média, 21,3% menos que homens no setor privado entre empresas com 100 ou mais empregados.
- Escopo: Dados agregados do setor privado para estabelecimentos com 100 ou mais vínculos ativos, com remuneração e salário desagregados por sexo e outros recortes.
Limites: Não cobre integralmente o mercado de trabalho brasileiro; por isso, é usado junto com a PNAD.
Disponível
Responsabilidade e transparência
Publicação responsável: Atlas da Mentira.
Encontrou um erro?
Indique o ponto que precisa ser revisto e, se possível, a evidência que sustenta a solicitação. O envio fica privado até análise.