Atlas da Mentira · checagem verificável
PIB brasileiro cresceu em vários anos de governos do PT
A afirmação é falsa como descrição das gestões do PT.
O PIB teve crescimento real em vários anos sob governos petistas. Em resultados oficiais posteriores e revisados do IBGE, a economia cresceu 3,2% em 2005, 4,0% em 2006, 6,1% em 2007 e 7,5% em 2010; no terceiro governo Lula, cresceu 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. Houve uma recessão profunda em 2015 e 2016, no governo Dilma Rousseff, mas esse episódio não sustenta a generalização de que o país 'deixou de crescer' durante as gestões do partido.
Qualificações importantes
A crítica tem um fundamento parcial: o Brasil sofreu forte recessão em 2015 e 2016, durante o segundo mandato de Dilma Rousseff. Isso foi um período relevante de contração, mas não caracteriza todos os governos do PT.
- Caiado erra sobre fome e Ideb e exagera ao falar de economia em sabatina na Folha e UOL Histórico de crescimento e recessão: Resume o crescimento em governos petistas e ressalta a recessão do segundo mandato de Dilma Rousseff.
As Contas Nacionais são revisadas pelo IBGE. Por isso, a checagem usa resultados posteriores e mais consolidados para os exemplos históricos: 4,0% em 2006 e 6,1% em 2007, em vez das estimativas preliminares de 3,7% e 5,4% divulgadas inicialmente.
- PIB cresceu 4,0% e foi de R$ 2,37 trilhões em 2006 Resultado definitivo de 2006: Release de 5 de novembro de 2008 informa expansão de 4,0% do PIB em 2006 e identifica os dados como resultados definitivos do Sistema de Contas Nacionais na nova série.
- Em 2007, PIB atinge R$ 2,7 trilhões e cresce 6,1% Resultado anual revisto de 2007: Release de 4 de novembro de 2009 informa expansão em volume de 6,1% do PIB em 2007.
Na data da declaração, em 6 de abril de 2026, o resultado anual fechado mais recente era 2025, quando o IBGE registrou crescimento de 2,3%. O primeiro trimestre de 2026 ainda não havia sido divulgado.
- PIB cresce 2,3% em 2025 e fecha o ano em R$ 12,7 trilhões PIB anual 2025: Registra crescimento de 2,3% em 2025.
O Brasil deixou de crescer durante as gestões do PT no governo federal.
- Forma
- Paráfrase
- Atribuição
- Ronaldo Caiado · Atribuição verificada
- Função na época
- ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República
- Vínculo na época
- PSD
- Data da declaração
- 06/04/2026
- Contexto
- Sabatina Frente a Frente, da Folha de S.Paulo e UOL.
O Brasil deixou de crescer
- Caiado erra sobre fome e Ideb e exagera ao falar de economia em sabatina na Folha e UOL Declaração sobre crescimento econômico: Reproduz 'O Brasil deixou de crescer' e explicita que a referência era às gestões do PT no governo federal.
Explicação
Há diversos anos de crescimento sob governos petistas
Nos dois primeiros mandatos de Lula, o PIB cresceu em diversos anos. Em resultados oficiais posteriores do IBGE, a economia avançou 3,2% em 2005, 4,0% em 2006, 6,1% em 2007 e 7,5% em 2010. Esses resultados contradizem uma afirmação abrangente de ausência de crescimento.
- PIB cresceu 3,2% e foi de R$ 2,1 trilhões em 2005 PIB anual 2005: Resultado anual posterior registra crescimento real de 3,2% em 2005.
- PIB cresceu 4,0% e foi de R$ 2,37 trilhões em 2006 Resultado definitivo de 2006: Release de 5 de novembro de 2008 informa expansão de 4,0% do PIB em 2006 e identifica os dados como resultados definitivos do Sistema de Contas Nacionais na nova série.
- Em 2007, PIB atinge R$ 2,7 trilhões e cresce 6,1% Resultado anual revisto de 2007: Release de 4 de novembro de 2009 informa expansão em volume de 6,1% do PIB em 2007.
- Em 2010, PIB varia 7,5% e fica em R$ 3,675 trilhões PIB anual 2010: Registra crescimento de 7,5% em 2010.
No terceiro mandato de Lula, o PIB cresceu 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025, segundo o IBGE. Portanto, mesmo no período imediatamente anterior à fala de Caiado havia três anos consecutivos de expansão anual.
- PIB cresce 3,2% e totaliza R$ 10,9 trilhões em 2023 PIB anual 2023: Registra crescimento de 3,2% em 2023.
- PIB cresce 3,4% em 2024 e fecha o ano em R$ 11,7 trilhões PIB anual 2024: Registra crescimento de 3,4% em 2024.
- PIB cresce 2,3% em 2025 e fecha o ano em R$ 12,7 trilhões PIB anual 2025: Registra crescimento de 2,3% em 2025.
Contexto e limites
A recessão de 2015 e 2016 é a principal ressalva
O desempenho não foi positivo em todo o período petista. A economia entrou em recessão profunda em 2015 e 2016, durante o segundo mandato de Dilma Rousseff. Essa queda é relevante para avaliar o histórico econômico, mas não transforma anos anteriores e posteriores de crescimento em estagnação.
- Caiado erra sobre fome e Ideb e exagera ao falar de economia em sabatina na Folha e UOL Histórico de crescimento e recessão: Resume o crescimento em governos petistas e ressalta a recessão do segundo mandato de Dilma Rousseff.
Contexto original
Contexto da declaração
Na sabatina Frente a Frente, Caiado afirmou que 'o Brasil deixou de crescer' ao criticar as gestões federais do PT. A formulação é geral e não foi limitada ao segundo mandato de Dilma Rousseff ou a um indicador alternativo ao PIB real.
- Caiado erra sobre fome e Ideb e exagera ao falar de economia em sabatina na Folha e UOL Declaração sobre crescimento econômico: Reproduz 'O Brasil deixou de crescer' e explicita que a referência era às gestões do PT no governo federal.
Fontes
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Caiado erra sobre fome e Ideb e exagera ao falar de economia em sabatina na Folha e UOL Documento
Alegação original
Contribuição: Preserva a formulação e o escopo político da declaração.
- Declaração sobre crescimento econômico: Reproduz 'O Brasil deixou de crescer' e explicita que a referência era às gestões do PT no governo federal.
Limites: Fonte jornalística secundária de preservação da sabatina.
Disponível
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Caiado erra sobre fome e Ideb e exagera ao falar de economia em sabatina na Folha e UOL Documento
Contexto
Contribuição: Fornece a principal qualificação contrária à conclusão mais simples: houve recessão relevante em parte do período.
- Histórico de crescimento e recessão: Resume o crescimento em governos petistas e ressalta a recessão do segundo mandato de Dilma Rousseff.
Limites: Fonte secundária; usada para contexto, enquanto os contraexemplos centrais vêm de releases do IBGE.
Disponível
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PIB cresceu 3,2% e foi de R$ 2,1 trilhões em 2005 Documento
Evidência
Contribuição: Confirma crescimento durante o primeiro governo Lula.
- PIB anual 2005: Resultado anual posterior registra crescimento real de 3,2% em 2005.
Disponível
-
PIB cresceu 4,0% e foi de R$ 2,37 trilhões em 2006 Documento
Evidência
Contribuição: Substitui a estimativa preliminar de 3,7% usada no rascunho por resultado posterior e definitivo do IBGE.
- Resultado definitivo de 2006: Release de 5 de novembro de 2008 informa expansão de 4,0% do PIB em 2006 e identifica os dados como resultados definitivos do Sistema de Contas Nacionais na nova série.
Disponível
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Em 2007, PIB atinge R$ 2,7 trilhões e cresce 6,1% Documento
Evidência
Contribuição: Substitui a estimativa preliminar de 5,4% usada no rascunho por resultado oficial posterior do IBGE.
- Resultado anual revisto de 2007: Release de 4 de novembro de 2009 informa expansão em volume de 6,1% do PIB em 2007.
Disponível
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Em 2010, PIB varia 7,5% e fica em R$ 3,675 trilhões Documento
Evidência
Contribuição: Contraexemplo forte no último ano do segundo governo Lula.
- PIB anual 2010: Registra crescimento de 7,5% em 2010.
Disponível
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PIB cresce 3,2% e totaliza R$ 10,9 trilhões em 2023 Documento
Evidência
Contribuição: Confirma crescimento no terceiro governo Lula.
- PIB anual 2023: Registra crescimento de 3,2% em 2023.
Limites: Resultado anual revisado publicado em 2025.
Disponível
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PIB cresce 3,4% em 2024 e fecha o ano em R$ 11,7 trilhões Documento
Evidência
Contribuição: Confirma crescimento no terceiro governo Lula.
- PIB anual 2024: Registra crescimento de 3,4% em 2024.
Disponível
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PIB cresce 2,3% em 2025 e fecha o ano em R$ 12,7 trilhões Documento
Evidência
Contribuição: Era o resultado anual mais recente disponível na data da declaração e contradiz diretamente a ideia de que o Brasil havia deixado de crescer.
- PIB anual 2025: Registra crescimento de 2,3% em 2025.
Disponível
Responsabilidade e transparência
Publicação responsável: Atlas da Mentira.
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